Dízimo da IGNA AVD
Indice
Por
que o Dízimo no Mundo de Hoje? Como a Obra de Deus é Realizada Hoje? A Bíblia
Menciona Mais de um Dízimo? Perguntas e Respostas Sobre o Dízimo
Por que o Dízimo no Mundo de Hoje?
O dízimo ensina princípios e lições eternas mesmo no mundo moderno de
hoje? Você precisa entender a perspectiva de Deus sobre essa questão vital.
Hoje vivemos em um mundo
que clama por respostas aos problemas profundos e muitas vezes intratáveis. A
nossa era é egoísta e materialista, que precisa desesperadamente de rumo
espiritual. A maioria das pessoas, no entanto, despende quase todos os seus
recursos físicos com a aquisição de bens materiais e serviços, buscando
melhorar sua vida e sua família.
No entanto, Deus
pede uma abordagem diferente àqueles que Ele está chamando. Ele nos pede que
reconheçamos a importância dos valores e necessidades espirituais, bem
como as necessidades físicas. Deus quer nos transmitir um conhecimento espiritual inestimável nesse mundo enganado e em trevas.
O
propósito da Igreja hoje em dia
Deus
está trabalhando no Seu plano maravilhoso no qual toda a humanidade terá a
oportunidade de receber a vida eterna depois da morte. Somente os ensinamentos
e valores espirituais de Deus podem preencher o vazio espiritual e emocional
doloroso que assola a humanidade
hoje em dia.
Jesus Cristo
comissionou a Seus servos para levar o evangelho ao mundo inteiro, para
alcançar todas as nações com as verdades maravilhosas que Ele revelou e para
instruir aqueles que foram chamados por Deus a Seu caminho de vida (Mateus
24:14, 28:18-20). Portanto, Sua Igreja ainda tem um enorme trabalho a realizar.
Ao longo do século
passado os meios de comunicação—publicações, rádio, televisão e, mais
recentemente, a internet—têm desempenhado papéis importantes na capacidade da
Igreja de prosseguir a sua missão de pregar o evangelho. A Igreja tem sido
confrontada com a questão de como Deus quer que Sua obra seja financiada.
Cuidadosa e conscientemente, examinando a Bíblia como um todo, encontramos
evidências de que um método financeiro consistente é tratado nas páginas das
Sagradas Escrituras. Esse método é o dízimo.
O que é o dízimo? A
palavra dízimo vem de uma antiga
palavra portuguesa que significa "a décima parte”. O dízimo, então, é
apenas a prática de "separar a décima parte”, ou simplesmente devolver a
Deus dez por cento de seu rendimento (ver Levítico 27:32). O dízimo é
simplesmente uma forma de dar, que é uma prática piedosa (Mateus 19:21).
Vamos
abordar algumas questões importantes: Você deve dizimar individualmente? Qual é
a base bíblica para essa prática? E, talvez mais importante, em que estado de
espírito e atitude você deve dar o dízimo? Vamos agora examinar alguns textos
chaves.
O dízimo é uma forma de adoração e demonstração de respeito a Deus:
"honra ao Senhor com os teus
bens, e com a primeira parte de
todos
os teus ganhos; E se encherão os teus celeiros, e
transbordarão de vinho os teus lagares” (Provérbios 3:9-10).
Precisamos entender esta importante faceta do
nosso relacionamento com Deus. Temos que nos perguntar se nossas ações refletem
a seguinte atitude: "Eu darei a Deus meu coração, o meu louvor e minha
gratidão, mas não Lhe darei apoio
financeiro para a Sua obra''.
O
dízimo na história bíblica
Antes de os
israelitas entrarem na terra que Deus havia prometido lhes dar, Ele disse-lhes:
"Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das
árvores são do Senhor; santas
são ao Senhor'' (Levítico 27:30).
O que deu a Deus o
direito de reclamar dez por cento de tudo o que é produzido da terra? Sua
alegação era e ainda é baseada em uma simples verdade, muitas vezes
negligenciada: Ele é dono de tudo!
Esta
premissa fundamental é repetida na Bíblia. "Do Senhor é a terra e a sua
plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” (Salmo 24:1; comparar Êxodo
19:5; Jó 41:11). O dízimo é simplesmente uma medida divinamente ordenada, na qual Ele espera que possamos
honrá-10 e reconhecê-10 como Aquele que nos dá tudo e, portanto, agora damos a
Ele dez por cento de volta.
O
primeiro relato na Bíblia dessa antiga prática se encontra em Gênesis 14:18-22.
Abraão, depois de derrotar quatro reis, deu o dízimo dos despojos da guerra a
Melquisedeque, o sacerdote do Deus Altíssimo. Abraão, obviamente, entendia que
o dízimo era uma forma adequada de honrar a Deus com nossos bens materiais.
Esse exemplo
apresenta vários princípios importantes que podemos aplicar hoje. Abraão, cuja
vida exemplar, de serviço e obediência a Deus, chegou a ser descrito por Deus
como o pai da fé (Romanos 4:11), dizimou voluntariamente como um ato de grande
humildade. Ele demonstrou respeito e reverência a Deus, e a Melquisedeque, que
era tanto "rei de Salém” como "sacerdote do Deus Altíssimo” (Hebreus
7:1).
Na verdade, essa foi
uma aparição de Jesus Cristo antes de Sua concepção e nascimento humano e Jesus
Cristo ainda hoje permanece servindo
nesse cargo real e sacerdotal (Hebreus 6:20), portanto, dar o dizimo é
mostrar-Lhe o respeito apropriado.
Esse exemplo também
demonstra a enorme integridade e caráter pessoal de Abraão. Ele optou por
manter sua promessa a Deus ao invés de ceder à tentação de usar os despojos de
sua vitória para si mesmo (Gênesis 14:22-23). Abraão entendeu a premissa de dar
o dízimo a Deus: Ele é Possuidor dos céus e da terra (versículo 19). Abraão reconheceu
que foi abençoado pelo Deus Altíssimo, quem tornou possível a sua vitória e
todas as bênçãos recebidas.
A
falta de visão do ser humano
Nós, seres humanos,
temos a tendência de pensar que tudo que possuímos é por causa de nossos
próprios esforços. Ao identificar essa tendência em nós, Deus disse a Moisés
que avisasse aos israelitas para que não pensassem dessa forma: "A minha
força e a fortaleza de meu braço me adquiriram este poder”. Em vez disso
deveriam lembrar que o "Senhor, teu
Deus, que ele é o que te dá força para adquirires poder' (Deuteronômio
8:17-18). Por isso, eles deviam servir a Deus "com alegria e bondade de
coração, pela abundância de tudo” (Deuteronômio 28:47).
O dízimo é, antes
de tudo, um ato de reconhecimento de adoração a Deus como a fonte de nossa
existência e providência, e de todas as bênçãos. Jacó, seguindo o exemplo de
seu avô Abraão, reconheceu isso. Quando Deus lhe confirmou as promessas que
fizera a Abraão, Jacó prometeu a Deus que "de tudo quanto me deres,
certamente Te darei o dízimo” (Gênesis 28:20-22).
A prática de dar o
dízimo foi incorporada mais tarde na aliança com Israel como uma lei
escrita e codificada. A tribo de Levi, que não recebeu uma herança de terra
onde os levitas poderiam ter um rendimento (Números 18:23), foi escolhida para
receber dízimo de Deus dos produtos agrícolas em troca de seu serviço
eclesiástico para a nação. Os levitas, com base no que tinham recebido de
dízimos do povo, por sua vez dizimaram à família sacerdotal de Arão (Números
18:26-28).
Ao longo dos anos que se seguiram, o pagamento do dízimo foi
descuidadamente negligenciado, trazendo consequências devastadoras. Nos dias de
Neemias, todo o sistema de culto divino estava desfeito e arruinado. A adoração
no templo foi seriamente comprometida (Neemias 13). Porque não havia nenhum
apoio financeiro aos levitas, por isso estes haviam retornado aos seus campos
para conseguir seu sustento (versículo 10). Portanto, todo o sistema de
adoração a Deus havia sido abandonado.
Neemias reconheceu
que restaurar o dízimo era crucial para restabelecer o culto divino. Ele
repreendeu veementemente a nação por falhar em dar o dízimo (versículos 11-12)
e restaurou a prática do dízimo (Neemias 10:37-38; 12:44), que por sua vez
permitiu que os levitas voltassem a
realizar a obra de Deus, a qual eles a princípio haviam sido designados a
executar (Números 18:21).
Hoje
a prática do dízimo desempenha um papel vital no sistema geral de culto
religioso na Igreja. Ele estimula a confiança em Deus. E serve de encorajamento
para que avaliemos corretamente o uso de todos os nossos recursos materiais e,
assim, garante uma abordagem mais equilibrada e adequada de nosso
relacionamento com Deus. Negligenciar a prática do dízimo causa um impacto
negativo no adequado sistema bíblico de adoração, trazendo consequências muito
abrangentes tanto para nós quanto para a Igreja.
Malaquias 3:8-10 é
outro exemplo de como Deus vê a negligência de pagar o dízimo diligentemente.
Escrito próximo do tempo em que Neemias lutaria para acertar o caminho da nação
de Judá, o contexto mostra que a advertência também tem uma aplicação nesses
últimos tempos. Nessa passagem, Deus corrige veementemente a nação. Deixar de
dar o dízimo, Ele diz ao povo, é o mesmo que roubar, e os desobedientes estão correndo o perigo de sofrer com
graves consequências.
No entanto, Deus também promete que a
obediência renovada em dar o dízimo trará bênçãos tão abundantes que "não
haverá espaço suficiente para recebê-las”. Deus leva muito a sério Suas leis e
Seus compromissos conosco e, claro, também os nossos compromissos com Ele.
O
Dízimo no Novo Testamento
Quando chegamos ao
Novo Testamento e à experiência da Igreja primitiva, devemos considerar alguns
pontos importantes. Primeiro, o surgimento da Igreja não anunciou alguma
mudança radical nas práticas da nação de Israel. Isto é corroborado pelo fato
que só depois de muitas décadas, após a fundação da Igreja do Novo Testamento,
é que o livro de Hebreus registra um esclarecimento do impacto que a nova
administração espiritual de Cristo teve na Igreja e no sacerdócio existente.
Mesmo aqui, neste esclarecimento, é evidente que a maioria das leis relativas a
Israel não foram anuladas, mas às
vezes sua aplicação se tornara
diferente.
Durante décadas, a
Igreja foi considerada pelos gentios como meramente outra seita dos judeus, mas
uma que acreditava na divindade de Jesus Cristo. A Igreja é o equivalente
espiritual da Israel física e é até chamada de "o Israel de Deus” (Gálatas
6:16). Devido à falta de obediência da Israel física, a oportunidade de
salvação daquela época foi estendida para além desse povo e oferecida a
outros—para aqueles que seriam chamados à Igreja dentre todas as nações (Mateus
21:43, 1 Pedro 2:9-10). Essa nova nação
espiritual daria a Deus a obediência desejada, através de um coração
convertido.
Nenhuma
ruptura drástica na aplicação dos princípios e leis do Antigo Testamento surgiu
quando a Igreja começou. De fato, o Novo Testamento ainda não tinha sido
escrito, e já se reconhecia que a Igreja tinha sido edificada "sobre o
fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a
principal pedra da esquina” (Efésios 2:20).
Os ensinamentos e
exemplos específicos do Antigo Testamento, como nos é dito, foram escritos para
o benefício da Igreja do Novo Testamento (Romanos 15:4, 1 Coríntios 10:11)—de
modo que devemos prestar muita atenção neles. Numa profecia acerca do periodo
da segunda vinda de Cristo, somos advertidos: "Lembrai-vos da lei de
Moisés, meu servo” (Malaquias 4:4). Pois, foi o próprio Deus que deu a Sua lei
a Israel através de Moisés. Essa lei e a aplicação adequada de seus princípios
têm de continuar relevantes para os membros da Igreja de Deus.
A
Instrução de Jesus Cristo e dos apóstolos
O próprio Jesus
confirmou claramente a prática do dízimo. Ao repreender severamente os líderes
religiosos hipócritas, Ele disse: "Ai de vós, escribas e fariseus,
hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e
desprezais o mais importante da lei, o juízo,
a misericórdia e a fé; deveis, porém,
fazer essas coisas e não omitir aquelas”
(Mateus 23:23). Conforme registrado aqui, apenas alguns dias antes de sua morte
Cristo confirmou explicitamente que o dízimo, sem dúvida, deveria ser
praticado, juntamente com a lealdade sincera aos "mais importantes”
assuntos espirituais, que os escribas e fariseus estavam, obviamente, negligenciando.
Os
israelitas apoiaram a tribo de Levi para realizar o serviço no templo, dando
dízimos de Deus aos levitas. Esse apoio proporcionou os meios para Israel
adorar a Deus e ser ensinada de acordo com a Sua vontade. Como, em todos os
efeitos práticos, a mensagem de salvação de Deus já não era pregada pelo
sacerdócio levítico, agora essa responsabilidade era da Igreja do Novo
Testamento. Os seguidores da mensagem do evangelho deram uma ajuda monetária e
outras a Jesus, aos seus discípulos e, posteriormente, a outros trabalhadores
da Igreja para apoiá-los para a realização da obra que Cristo deu à Sua Igreja.
Os exemplos de tal apoio, e seus princípios relacionados, encontram-se em
passagens do Novo Testamento como Lucas 8:3, 10:7-8, 2 Coríntios 11:7-9 e
Filipenses 4:14-18.
O livro de
Hebreus descreve uma mudança na administração da Igreja do Novo Testamento—o
templo espiritual de Deus (1 Coríntios 3:16, Efésios 2:19-22)—substituindo o
templo físico em sua importância. Agora, o dinheiro era entregue aos apóstolos
do Novo Testamento (ver Atos 4:35-37).
O
dízimo foi abolido no livro de Hebreus?
Hebreus 7 primeiro
relata como Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote de
Deus. Novamente, este era Jesus Cristo pré-encarnado—como pode ser visto a
partir de Sua descrição e de Seus títulos nessa passagem. Depois, com a criação
de Israel como Seu povo, Deus estabeleceu um sacerdócio diferente, e os dízimos
foram entregues aos descendentes de Levi, que serviram nesse novo sacerdócio (versículo
5). Com a mudança de administração, também foi mudado os destinatários dos
dízimos. O livro de Hebreus demonstra como as práticas e os princípios
relativos ao templo físico, sacrifícios e sacerdócio, agora, se aplicavam ao
novo Sumo Sacerdote, Jesus Cristo (versículos 22-28).
Essa parte das
Escrituras nem de longe afirma que o dízimo foi abolido, na verdade a sua
dinâmica está voltada principalmente para apoiar o regresso de um sacerdócio
"segundo a ordem de Melquisedeque” (versículos 15-17). Em todos os
sentidos, esse sacerdócio de Jesus Cristo é muito superior ao sacerdócio de
Levi. Então, se fez necessária uma "mudança da lei” (versículo 12)
relativa ao sacerdócio, porque a lei que Deus deu através de Moisés a Israel
não incluiu nenhuma instrução a respeito de um Sumo Sacerdote vindo de Judá
(versículos 13-14).
Essa
mudança da lei tinha a ver com uma mudança na administração. Isso significava
que a administração do dízimo iria mudar com essa troca de sacerdócio—do
sacerdócio de Levi para o sacerdócio de Melquisedeque (Cristo). Assim, os
membros da Igreja hoje em dia continuam dando o dízimo, embora o sacerdócio
levítico tenha acabado, tal como Abraão deu o dízimo a Melquisedeque antes do sacerdócio de Levi ser
estabelecido.
Paulo baseou-se
numa analogia para demonstrar que, como aqueles que ministravam no templo foram
apoiados pelas ofertas dadas no templo, aqueles que ministravam na Igreja devem
receber o apoio da Igreja. "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam
o evangelho, que vivam do evangelho”, ele escreveu (1 Coríntios 9:13-14).
Uma
Questão de Fé
Quando você dá o
dízimo você está alinhando suas atitudes e ações com os princípios universais
originados em Deus, o Grande Doador (Mateus 10:8; 19:21; 20:28, Lucas 6:38,
12:32; Atos 20:35 ). O dízimo reflete a mesma natureza altruísta de nosso
Criador e Provedor. Ele quer compartilhar sua própria atitude mental de dar
alegremente e de boa vontade (2 Coríntios 9:6-8). Através dos dízimos e
ofertas, honramos a Deus, apoiando com meios materiais a pregação do evangelho.
Jesus Cristo disse: "Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos
20:35).
Por
isso, é importante observar que qualquer pessoa que der o dízimo deve fazer
isso de boa vontade. Embora Deus compare a desobediência de dar o dízimo ao
roubo (Malaquias 3:8-10), Ele não obriga ninguém a fazer isso. Tal como
acontece com toda a obediência às leis de Deus, o ato de darmos o dízimo ou não
dependerá sempre de nossa própria decisão. A Igreja de hoje não está sob a
administração levítica de Israel. Debaixo dessa adminstração o dízimo era
relacionado com uma nação física.
Hoje a Igreja é
um organismo espiritual, uma comunidade sem fronteiras de crentes espalhados
por muitas nações. Agora, como foi no caso de Abraão, nenhuma penalidade é
legalmente imposta, se não pagar o dízimo. Em vez disso, a negligência em dar o
dízimo incorre suas próprias penalidades. Primeiro, diminui-se o nosso
potencial de serviço eficaz e de administração responsável perante os olhos de
Deus (Lucas 16:10). Depois nós perdemos ambas as bênçãos físicas e espirituais
que Deus promete a quem dar de boa vontade (Lucas 6:38). Além disso, podemos
também trazer sobre nós uma maldição (Malaquias 3:8-10).
Tomar a decisão de
dar o dízimo é uma questão de fé. Para a maioria de nós tão-somente as
necessidades da vida consomem quase todo o nosso rendimento. Além da fé sobre o
dízimo—e dessa maneira apoiando a obra de Deus de pregação do evangelho e
sustento da Igreja— devemos lembrar que o dízimo é uma obrigação bíblica que
nenhum daqueles que são chamados por Deus pode se dar ao luxo de negligenciar.
Mas Deus certamente vai abençoar aqueles cuja fé é ativamente endossada pelas
boas obras. Assim, eles vão ser participantes ativos no empreendimento mais
importante da Terra, que está proclamando a boa nova do Reino de Deus para esse
mundo caótico e cansado de guerra.
O dízimo é um
princípio universal que não se restringe a uma aliança particular com Deus. O
dízimo diz respeito a cada uma das administrações mais importantes que Deus
estabelece, conforme Ele tem trabalhado com as pessoas ao longo dos séculos. O
dízimo se aplica a todas as pessoas de hoje. Deus define os princípios de como
devemos adorá-Lo e honrá-Lo com uma parcela do rendimento que Ele nos dá, sendo
claramente parte da Sua adoração ordenada.
Aprofundando nosso relacionamento com
Deus
Nossa fé no dízimo está
fundamentada na compreensão de que Deus é dono de tudo, até de nós mesmos, e
quer que O reconheçamos como nosso Criador e o grande Doador de todas as coisas
boas.
Ao devolver a Deus
um décimo de nosso rendimento, passamos a ter uma relação especial com o nosso
Criador e Dono. Nós nos dedicamos a servi-Lo e a apoiar financeiramente a
comissão de Cristo para pregar o evangelho e sustentar a Igreja. Em troca Deus
promete nos abençoar.
O
dízimo, então, é uma questão intimamente pessoal entre você e Deus—uma forma de
demonstrar a profundidade de seu compromisso e relacionamento com Ele.
Deus planejou a
prática do dízimo para que possamos aprender a dar de nossos bens para promover
Seus interesses na Terra. Através do dízimo nós agradecemos a Deus de uma maneira
pequena, mas tangível, pela abundância de bens que Ele nos permite usar em
nosso benefício físico. Por fim, aprendemos a nos tornar, como Ele, um doador
do que temos em benefício dos outros.
Então, vemos o
dízimo como o oposto de um enfoque egoísta da vida. Deus está preparado para
apoiar este enfoque generoso, por Sua vez, nos abençoando de várias maneiras.
Ele convida a todos para considerar Sua promessa: "Trazei todos os dízimos
à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova
de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas
do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior
abastança” (Malaquias 3:10).
Como a Obra de Deus é Realizada Hoje?
Jesus Cristo deu à Sua Igreja uma comissão na qual cada
membro tem que desempenhar um papel vital. Como é que essa missão está sendo
realizada em nosso mundo moderno?
Você sabia que
Jesus Cristo, pessoalmente, começou uma obra especial
que tem
perdurado por quase dois mil anos? Ele dedicou Sua vida física para estabelecer
firmemente essa obra. Uma vez Ele disse aos Seus discípulos que estava ocupado
demais para se alimentar: "A minha comida é fazer a vontade Daquele que me
enviou e realizar a Sua obra'' (João
4:34). Mais tarde, Ele fundou a Sua Igreja para continuar essa missão sagrada.
O que é essa
"obra” e como é sustentada no caótico mundo de hoje?
A obra da
Igreja tem dois aspectos principais. Primeiro, a Igreja está encarregada de
anunciar à humanidade o significado
incrível da segunda vinda de Jesus Cristo. A maioria das pessoas pode ver
que o nosso mundo está cheio de problemas que desafiam as soluções humanas. Mas
poucas pessoas entendem como o retorno de Jesus Cristo vai resolver esses
dilemas da humanidade. Ele comissionou a Sua Igreja para tornar esse conhecimento disponível a esse mundo confuso.
A
melhor notícia do mundo
Pouco antes de subir ao céu, Jesus disse aos
Seus apóstolos: "Ide por todo o mundo, pregai
o evangelho [as boas notícias que Ele trouxe] a toda criatura” (Marcos
16:15). Anteriormente Ele havia dito a eles que "este evangelho do Reino será pregado
em todo o mundo . . . e então virá o fim” (Mateus 24:14).
Você
entende por que esta o evangelho do Reino de Deus é tão maravilhoso? Você
precisa compreendê-lo! Caso contrário, será impossível para você entender a
mensagem principal da Bíblia.
Esse evangelho
foi o foco do ministério de Cristo (Marcos 1:14-15). Essa é uma mensagem extremamente positiva, cheia de
esperança e propósito para a humanidade. E também explica a confusão e o
sofrimento que assolam o mundo. Ademais, ela não negligencia a maravilhosa
verdade da morte expiatória de Cristo pela humanidade.
Mas, ao Seu retorno,
Jesus Cristo começará a cumprir as promessas maravilhosas que lemos nas
profecias bíblicas—promessas de resolver os horríveis problemas humanos que
temos enfrentado. Pedro nos diz que "o Senhor não retarda a sua promessa .
. . mas é longânime para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que
todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9). Isso é o que a obra da Igreja está
fazendo a toda a humanidade—ensinando aos seres humanos a verdade de Deus para
tornar possível o verdadeiro arrependimento e para compartilhar a esperança de
um futuro brilhante.
A Igreja tem que
explicar ao mundo o quão essencial é Sua segunda vinda.
A Igreja, porém,
também é comissionada a ensinar inteiramente
os caminhos de Deus para aqueles que atenderão o chamado ao arrependimento.
Jesus disse aos Seus apóstolos para fazer "discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que
vos tenho ordenado'' (Mateus 28:19-20, ARA).
Não é suficiente
apenas dizer à humanidade que esse tempo maravilhoso está chegando. Veja como
Jesus planeja usar aqueles que foram exaustivamente ensinados e treinados nos
caminhos de Deus: "Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no
meu trono” (Apocalipse 3:21).
Uma
missão baseada na atitude de dar
A palavra Evangelho simplesmente significa
"boas notícias”. E por isso que a Igreja Nova Aliança AVD tem como
objetivo dar o evangelho de graça porque recebemos da graça. Nossa abordagem
foi esclarecida por Jesus Cristo há muito tempo. Ele disse: “De graça
recebestes, de graça dai” (Mateus 10:8). Paulo disse: “Porque de graça vos anunciei o evangelho de
Deus” (2 Coríntios 11:7). Como isso foi possível? Pois, Paulo teve despesas.
Suas viagens custaram dinheiro. No entanto, ele nunca cobrou do público em geral
de sua época por seu trabalho de pregação do evangelho.
Entretanto,
a resposta está em outra responsabilidade que Deus dá ao Seu povo. Há muito
tempo, Deus chamou Abraão e prometeu-lhe, “Em ti serão benditas todas as
famílias da terra” (Gênesis 12:3).
Deus
abençoou a Abraão para poder usá-lo para
abençoar aos outros. E dessa forma que Deus trabalha, e é isso que tem
permitido a Seus servos disseminarem livremente Sua verdade sem custos para
aqueles que irão recebê-la.
Deus tem sempre a
certeza que aqueles que renderem suas vidas a Ele, como fez Abraão, serão
capazes de ajudar no custo da realização da obra que é feita em Seu nome. Paulo
explicou desta forma: “E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda
graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em
toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).
A atitude de dar faz parte da própria natureza de Deus. Aqueles que se
convertem e se tornam como Ele, também se tornam um povo que faz o mesmo. Eles
querem servir aos outros e participar da obra que Cristo entregou à Sua Igreja.
Eles levam a sério essa comissão
dada à Igreja.
Abraão
praticou um princípio que Deus mais tarde incluiria em Sua lei quando entrou em
uma aliança
com a antiga Israel. Quando Abraão se reuniu com Melquisedeque, “sacerdote
do Deus Altíssimo”, ele “deu-lhe o dízimo de
tudo” (Gênesis 14:18, 20).
O neto de Abraão, Jacó, continuou com essa prática. “E Jacó fez um
voto, dizendo: Se Deus for comigo... de
tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo” (Gênesis 28:20-22).
Esses homens de Deus praticaram o princípio do dízimo—dar a Deus um
décimo de sua renda. Mais tarde, quando os descendentes de Jacó retornaram à
nação de Israel, Deus usou o dízimo para financiar o serviço dos sacerdotes, os
líderes espirituais da nação. Ele disse a Israel: "Todos os dízimos da
terra, seja dos cereais, seja das frutas, pertencem ao Senhor; são consagrados
ao Senhor” (Levítico 27:30, NVI).
Jesus Cristo confirma a prática do dízimo
No tempo de Jesus Cristo, Ele elogiou aos
fariseus pela obediência à lei concernente a prática do dízimo. Mas sua falha
em aplicar a instrução da lei de ter consideração pelos outros havia os tornado
hipócritas. Jesus disse: "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus,
hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho” (Mateus
23:23, NVI). Essa parte, eles tiveram o cuidado de obedecer.
Continuando no mesmo
versículo: "Mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a
justiça, a misericórdia e a fidelidade”. Aqui eles foram descuidados.
"Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas”. Jesus ensinou que
o dízimo não deve ser negligenciado pelos servos obedientes de Deus. Ele nos
diz claramente que o dízimo é uma prática que devemos seguir.
Hoje aqueles que
apóiam a obra dada à Igreja vivem pela fé, assim como fizeram os antigos
patriarcas. De fato, Paulo fala dos verdadeiros
discípulos de
Cristo como aqueles que são "da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós”
(Romanos 4:16).
E por isso que
eles têm coragem de apoiar essa obra de Deus hoje. Eles acreditam na Bíblia.
Eles praticam o dízimo porque têm fé de que Deus vai suprir suas necessidades.
Eles creem em Jesus quando Ele disse: "Não andeis, pois, inquietos, dizendo:
Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? . . . Mas buscai
primeiro o Reino de Deus, e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão
acrescentadas” (Mateus 6:31-33). Eles sabem que Deus proverá para suas próprias
necessidades, caso se tornem coparticipantes com Ele na realização de Sua obra.
Como a obra da Igreja se expande
Depois de pregar
por três anos e meio Jesus ficou com apenas alguns poucos que permaneceram
fieis depois de Sua crucificação (Atos 1:15). Mas Ele já havia explicado como
eles poderiam expandir a sua eficácia. Ele disse aos Seus discípulos: "A
seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara'' (Mateus
9:37-38).
Jesus deixou claro
a Seus discípulos que o envio de trabalhadores para a colheita é trabalho de
Deus. Somente Deus Pai pode chamar novos trabalhadores ao arrependimento e
dar-lhes a fé para se tornarem parte da obra iniciada por Jesus. Ao mesmo
tempo, Jesus garantiu- lhes que Deus faria exatamente isso.
Quando Pedro pregou
um poderoso sermão mostrando que Jesus é o Messias (Atos 2:2-4, 14, 22-36),
esse foi o resultado: "De sorte que foram batizados os que de bom grado
receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas”
(Atos 2:41). Em um dia a força de trabalho da Igreja foi dramaticamente
expandida. Depois, "todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles
que se haviam de salvar” (versículo 47).
Colaboradores na missão da Igreja
Nem todo trabalhador era formalmente
ordenado. Paulo fala sobre muitas pessoas que ajudaram de várias formas,
incluindo duas mulheres que se empenharam ao seu lado "no evangelho, e com
Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida”
(Filipenses 4:3).
Essas pessoas
apoiaram os esforços de Paulo de muitas maneiras. Por exemplo, Paulo elogia os
Filipenses por sua generosidade em apoiar o seu trabalho em outras áreas. Ele
escreveu: "Pois, estando eu em Tessalônica, vocês me mandaram ajuda, não
apenas uma vez, mas duas, quando tive necessidade . . . Estou amplamente
suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. São
uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus. O meu
Deus suprirá todas as necessidades de vocês” (Filipenses 4:16-19, NVI).
As ofertas desses
cristãos ajudaram no trabalho de Deus, que estava sendo feito através do
apóstolo Paulo.
E hoje em dia
também é assim. A Igreja Nova Aliança AVD proclama a verdade de Deus através de
Folhetos, Estudo Bíblico, Radio Web Nova
Aliança etc. Os membros da Igreja participam ativamente de várias maneiras,
inclusive com suas sinceras orações e contribuições para atender as despesas
desta missão de vital importância.
E o compromisso
destes e de outros trabalhadores na Igreja de Deus que permite que a missão da
Igreja tenha continuado por quase dois mil anos depois de iniciada por Jesus. E
por causa deste tipo de compromisso que outras pessoas podem receber
gratuitamente o evangelho de jesus Cristo por meio da Nova Aliança AVD.
Como Jesus mesmo
disse: "Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20:35). Seus
verdadeiros discípulos estão convictos que foi isso que Ele quis dizer quando
falou: 'De graça recebestes, de graça
dar. Cristo está usando os esforços combinados desses cooperadores
dedicados à obra para manter viva e ativa hoje a missão que Ele deu à Sua
Igreja.
A Bíblia Menciona Mais de um Dízimo?
Quais
são os propósitos para os dízimos descritos na Palavra de Deus?
Muitas pessoas ficam surpresas ao saber que Deus,
em Sua Palavra, revela sete festas anuais (Levitico 23). Essas ocasiões
especiais do ano foram reservadas pelo Deus Criador como "santas
convocações” (versículos 2-4), reuniões ou encontros sagrados em que o povo de
Deus deve se juntar em assembleia.,Deus separou para Si esses festivais como
sagrados para Ele.
Deus nos mostra em
Sua Palavra que essas festas sagradas são ocasiões dedicadas ao culto coletivo
e abstenção do trabalho normal. Elas servem para instruir o povo de Deus sobre
o Seu maravilhoso plano de salvação para toda a humanidade. São recordações da
intervenção de Deus a favor de Seu povo e de eventos precursores significativos
no cumprimento de Seu plano divino (Rm 14:5,6). O povo de Deus é um povo festivo.
Jesus participava dessas festas durante a Sua vida (Lucas 2:40-43, João 7:37),
e Seus apóstolos e a Igreja primitiva também continuaram a faze-las mesmo
depois de Sua morte e ressurreição.(Atos 2:1; 20:16; 27:9, 1 Coríntios 5:8).
Hoje não negligenciamos
a necessidade de fazer festas como aniversário da igreja, dos departamentos,
culto de missões etc.
A Bíblia registra
que, em várias ocasiões—quando um líder justo trazia o povo de Deus de volta a
Ele, em seu relacionamento com Ele— as festas de Deus eram parte relevante
dessa reforma espiritual (2 Crônicas 30; Esdras 3, 6; Neemias 8).
Uma vez que passamos
a ver a necessidade de fazer festas para Deus, uma pergunta surge naturalmente:
Onde vamos conseguir os
recursos
financeiros para observá-las?
A
reunião do povo de Deus para a adoração coletiva muitas vezes envolve custos
significativos: hospedagem temporária, refeições, transporte e o custo de
providenciar um local adequado para realizar os cultos. Deus dá instruções
sobre como essas despesas da festa devem ser pagas? Sem dúvida. Deus dá
instruções a respeito de um dízimo do rendimento anual que é para ser usado
para fazer essa festa. Vamos examinar as Escrituras para entender isso.
Um dízimo para a obra de Deus
Nesta publicação já explicamos nas Escrituras sobre o primeiro dízimo.
O primeiro dízimo, que é santo para Deus, é
usado para financiar a missão da Igreja de anunciar o evangelho e cuidar
daqueles que Deus chama para ser parte da Igreja. Como foi esclarecido, esse
dízimo deve ser dado pelo povo de Deus para que a comissão da Igreja possa ser
realizada. Recusar-se a dá-lo é a mesma coisa que roubar de Deus (Malaquias
3:8).
O primeiro dízimo é "santo ao Senhor” (Levítico 27:30). Sob a Sua
aliança com Israel, Deus ordenou a Seu povo a dar Seu dízimo aos Seus
representantes na época, os levitas (Números 18:21). Deus deu o dízimo para os
levitas para apoiá-los na realização de suas responsabilidades de transmitir às
pessoas a maneira correta de adoração. As pessoas das outras onze tribos não
deviam usar esse dízimo para quaisquer fins pessoais, pois era para ser dado
todo aos levitas.
Jesus
afirmou que aqueles que servem a Deus deveriam continuar dando o dízimo, um
décimo de seu rendimento [ou acréscimo], uma vez que essa parte pertence a Deus
e não a eles (Mateus 23:23). Ele confirmou que o dízimo continuava vigente. Mas
agora, Deus, através de Jesus Cristo, está fazendo uma "nova” e
"melhor” aliança com o Seu povo (Mateus 26:28, Hebreus 8:6-13), que não é
mais limitada à nação física de Israel.
O grupo com que Deus está trabalhando, a
Igreja de Deus, a espiritual "Israel de Deus”, está agora expandido
àqueles de todas as nações (Gálatas 6:15-16; 3:26-28). Essa mudança exigiu
revisões administrativas, inclusive sobre quem deve receber o Seu dízimo. Pois,
já não é para ser dada a uma tribo física de Israel, os levitas.
O sacerdócio foi
mudado (Hebreus 7:12), quando Cristo foi crucificado e ressuscitou para
tornar-se nosso Sumo Sacerdote. Agora, sob a Nova Aliança, entende-se que esse
dízimo deve ser recebido por aqueles separados por Deus como ministros de
Cristo aptos para realizar a Sua obra.
Um dízimo para fazer as festas para Deus
O primeiro dízimo
era para ser dado integralmente aos levitas. O doador individual não podia usar
nada dele para consumo pessoal. E importante ter isso em mente enquanto
examinamos outras instruções de Deus sobre o dízimo.
Observe que Deus
ordenou a Seu povo para vir em grupo para o local que Ele iria escolher para se
observar as festas santas anuais (Deuteronômio 16:16). Quando viessem a esse
lugar, eles tinham a ordem de trazer seus dízimos
(plural — Deuteronômio 12:6).
Um desses dízimos,
como já vimos, foi reservado total e exclusivamente para o uso dos levitas. Mas
Deus ainda dá instrução sobre outro dízimo (singular) que era para ser
consumido pela pessoa, mas não em casa. Era para ser separado e consumido no
local central da festa de adoração, exclusivamente durante as festas anuais
(Deuteronômio 12:17).
Esta proibição de
consumo pessoal em casa seria desnecessária se houvesse apenas um dízimo, o
"primeiro” dízimo que já foi explicado anteriormente. Deus havia deixado
claro que o primeiro dízimo era para ser dado totalmente aos levitas (Números
18:21). No entanto, em Deuteronômio 12:18, a pessoa recebe o direito de comer o
dízimo que era identificado como parte de sua alegre comunhão na festa.
Este dízimo pessoal
para uso durante a festa é um dízimo adicional ou segundo dízimo, e é muito
diferente do primeiro dízimo entregue aos levitas. Em Deuteronômio 14:22-26
Deus dá mais explicações sobre
o objetivo desse segundo dízimo
ou dízimo da festa. Ele é para ser
usado pelo povo de Deus para desfrutar da abundância de coisas materiais que
Ele providencia em Suas festas, quando O adoram e aprendem a honrá-Lo e
obedecê-Lo de uma maneira que Lhe é agradável, sendo uma benção para eles.
''O
historiador judeu Flávio Josefo, que viveu na época de Cristo e veio de uma
família de sacerdotes, documentou o entendimento de sua época a respeito desse
dízimo da festa. Em Antiguidades Judaicas, encontramos a seguinte declaração
resumindo e parafraseando os mandamentos de Deus entregues através de Moisés:
"Que seja retirado do vosso fruto um décimo, além das décimas devidas aos
sacerdotes e aos levitas. Este você pode vender no campo, mas é para ser usado
naquelas festas e
O “primeiro” dízimo e o dízimo da festa
(“segundo”) deveriam ser guardados todos os anos. No entanto, o dízimo especial
do terceiro ano era tratado de forma bastante diferente. Esse era para ser
separado e guardado localmente dentro de cada cidade ou vila (Deuteronômio
14:28; 26:12) para o uso dos levitas e dos pobres da comunidade—o estrangeiro,
o órfão e a viúva.''
sacrifícios que
devem ser celebrados na cidade santa: porque
é razoável que apreciem os frutos da terra que Deus te deu para possuíres”
(Livro 4, capítulo 8, seção 8, grifo nosso).
Embora a
necessidade de sacrifícios físicos tenha acabado com o perfeito sacrifício
pessoal de Cristo, Deus espera que continuemos fazendo as festas em que
possamos honra-lo e se alegrar com Ele. Como mostrado pelo exemplo dos
apóstolos e da Igreja primitiva. Hoje, os membros da Igreja Nova Aliança, entendem que são essas significativas
festas para Deus. Estes membros também praticam o
método que Deus
revelou em Sua Palavra para financiar essas observâncias. Os membros guardam um
décimo de seu rendimento anual para poder participar das festas.
Alguns membros
também estão aptos a contribuir com uma parcela de seu dízimo da festa para
custear as despesas da Igreja para organização dessas festas, incluindo locais
de reunião e provimento de assistência financeira para as pessoas que não têm
condições de pagar para assistir. Eles se reúnem para se alegrar diante de Deus
e aprender de Sua Palavra e de Seu maravilhoso plano de salvação.
Um dízimo para cuidar dos pobres
Nós vimos as instruções encontradas na Palavra de Deus para o
financiamento da obra da Igreja e da participação nas festas para Deus. As
Escrituras, no entanto, contêm instruções financeiras adicionais sobre como
devemos cuidar dos pobres. Deus não os esquece.
Jesus reconheceu que certas condições prevalecentes sempre iriam
acontecer, fazendo com que algumas pessoas viessem a ser verdadeiramente pobres
e necessitadas (João: 12:8). Mas Ele também disse que é mais bem-aventurado dar
do que receber (Atos 20:35). Seus apóstolos ensinaram o mesmo, que os cristãos
têm a obrigação de ajudar os outros que estão verdadeiramente em necessidade
(Gálatas 2:10; 1 Timóteo 5:3).
O ensino de Jesus e seus discípulos é uma continuação dos mandamentos
encontrados na Palavra de Deus em relação à obrigação dos indivíduos mais abençoados ajudarem aqueles que estão
verdadeiramente necessitados. Duas vezes nas Escrituras, em Deuteronômio 14:28
e 26:12-13, Deus dá instruções sobre o dízimo que deve ser guardado e
distribuído a cada três anos.
Um era para ser entregue a um lugar central
de culto para a distribuição e o segundo era para consumo próprio isto é nas
festas (Deuteronômio 12:6, 17-18; 14:22-27). No entanto, o dízimo especial do
terceiro ano era tratado de forma bastante diferente. Esse era para ser
separado e guardado localmente dentro de cada cidade ou vila (Deuteronômio
14:28; 26:12) para o uso dos levitas e dos pobres da comunidade—o estrangeiro,
o órfão e a viúva.
As
fontes históricas descrevem três dízimos
Josefo, historiador
judeu do primeiro século, afirma claramente que o dízimo recolhido pelos pobres
era diferente dos outros dois: "Além das duas décimas, que já disse que
você deve pagar a cada ano, uma aos levitas e outra para as festas para Deus,
você deve trazer cada terceiro ano um terceiro dízimo para ser distribuído
àqueles com necessidades; às mulheres que também sejam viúvas, e às crianças
que são órfãos” (Antiguidades Judaicas, Livro
4, capítulo 8, seção 22).
No livro apócrifo
de Tobias, que muitos estudiosos datam cerca de 200 a.C., o escritor relata:
"Muitas vezes, eu era o único a ir em peregrinação a Jerusalém, por
ocasião das festas, a fim de cumprir a Lei perpétua que obriga todo o Israel.
Eu corria a Jerusalém com os primeiros produtos da lavoura e as primeiras crias
dos animais, com o dízimo do gado e a primeira lã das ovelhas, e os entregava
aos sacerdotes, filhos de Aarão, para o altar. Aos levitas que estavam
exercendo função em Jerusalém, eu entregava o dízimo do trigo, do vinho, do
óleo, das romãs, dos figos e das frutas.
"Por
seis anos consecutivos, eu converti o segundo dízimo em dinheiro e o gastava a
cada ano em Jerusalém. O terceiro dízimo, eu dava para os órfãos, as viúvas e
os estrangeiros convertidos que viviam com os israelitas, e o dava a eles de
três em três anos. Então nós comíamos juntos, conforme a lei de Moisés e a
orientação que nos deixou Débora, mãe do nosso pai Ananiel, pois meu pai tinha
morrido, deixando-me órfão” (Tobias 1:6-8, Bíblia
da CNBB).
Ciclos de sete anos
E importante notar que existia um ciclo de sete anos. O sétimo ano era
um ano de descanso para a terra durante o qual nada podia ser plantado
(Levítico 25:1-7, 18-22), então não havia "acréscimo” [ou rendimento] a
cada sétimo ano. Deus prometeu dar generosamente a seu povo fiel o suficiente
no sexto ano para que eles pudessem deixar a terra descansar no sétimo ano.
Então, podemos concluir que o dízimo reservado a cada terceiro ano, na verdade,
era separado nos anos três e seis de um ciclo de sete anos.
Pois, se não fosse
assim, haveria um problema no vigésimo primeiro ano. As duas leis (o dízimo do
rendimento a cada terceiro ano e o descanso da terra, sem qualquer rendimento a
cada sétimo ano) entraria em conflito no vigésimo primeiro ano.
O fluxo de
Deuteronômío 14:28-29, que trata do dízimo especial para os pobres a cada
terceiro ano, logo seguido das instruções acerca da natureza especial de cada
sétimo ano em Deuteronômio 15:1, é uma indicação adicional que o
"terceiro” dízimo se aplica ao terceiro e sexto ano de um ciclo de sete
anos.
Nos tempos modernos
a tendência dos governos nacionais para instituir impostos obrigatórios para a
segurança social e cuidar dos pobres tem se tornado um dilema. Se o governo
cobra impostos de sua renda pessoal, através de impostos da seguridade social e
outros impostos sociais semelhantes e usam esses recursos para cuidar e manter
os pobres, então um cristão mesmo assim estaria obrigado a pagar adicionalmente
esse dízimo especial? Se pagamos impostos para esse fim—na maioria das vezes a
taxas muito mais altas do que um décimo de seu acréscimo de dois anos em
sete—ainda assim devemos reservar um dízimo por dois anos dentro de um período
de seis anos, também para cuidar dos pobres?
E nos dias de hoje?
Ao abordar essa
questão, a Igreja Nova Aliança AVD, examinou a questão e concluiu que, os
cristãos já são obrigados a pagar altas taxas
de impostos de
para que o governo faça ação social, o que é comum em nosso e em muitos países,
por isso é correto providenciar alívio de tais pagamentos em duplicidade para a
mesma finalidade.
"
Igreja Nova Aliança AVD deliberou que onde os governos oferecem programas
sociais, já que a intenção e o propósito são de suprir as necessidades daqueles
a quem é destinado para auxílio o terceiro dízimo bíblico, e quando esses
programas são financiados por uma taxa anual de tributação maior do que o
terceiro dízimo bíblico, os membros não tem como dever devolver o equivalente a
um terceiro dízimo adicional à
Igreja.
"Igreja Nova
Aliança AVD também decidiu que desde sempre haverá membros da Igreja, cujas
necessidades não serão adequadamente previstas pelos programas sociais dos
governos nacionais, e visto que o exemplo claro nas Escrituras é do cuidado da
Igreja para com os seus membros necessitados (Levítico 19:9-10; Isaías 58:7,
Mateus 25:35- 40; Gálatas 2:9-10), então os membros da Igreja que têm
capacidades financeiras são encorajados a contribuir com o Departamento de Ação
Social da Igreja , para que a determinação bíblica de cuidar dos necessitados
dentro da Igreja possa ser cumprida” E isso representa a compreensão e
aplicação do terceiro dízimo em nossos dias e época pela Igreja Nova Aliança
AVD .
Perguntas e Respostas Sobre o Dízimo
O dízimo é voluntário?
Como
posso calcular o meu dízimo? Existem diferentes tipos de dízimos?
Saiba agora as respostas para estas
perguntas e muito mais!
O dízimo é voluntário?
Sim, no sentido de que todo aquele que honra a Deus e obedece a Suas
instruções o praticará de forma voluntária. Deus nunca força ninguém a agir
contra a sua vontade. Ao mesmo tempo, no entanto, Ele espera que pratiquemos o
dízimo, pois o ato de não dar o dízimo equivale ao roubo e ademais acarretará
em maldição (Malaquias 3:8). Assim, o dízimo não é voluntário no sentido de ser
algo opcional. Nem Deus nos permite decidir arbitrariamente o valor mínimo que
devemos Lhe dar. Através do Seu sistema de dízimo Deus revela o valor mínimo
que deve retornar a Ele de tudo o que Ele nos dá. Uma vez que Deus é nosso
Criador e porque tudo pertence a Ele (Salmos 24:1; Ageu 2:8), assim Ele tem o
direito de estabelecer esse sistema de apoio financeiro para Seus objetivos
espirituais.
O dízimo era praticado antes da aliança nacional de Deus com
Israel?
Abraão e Jacó entendiam e praticavam dízimo. Abraão deu o dízimo de
todos os despojos de uma missão de resgate (Gênesis 14:20), e Jacó, ao chegar a
uma relação mais próxima com Deus, prometeu dar a Deus o dízimo (um décimo, dez
por cento) de tudo o que Ele o abençoasse (Gênesis 28:22).
Os
sacerdotes e levitas também davam o dízimo?
Deus deu o dízimo
aos levitas para o seu trabalho no tabernáculo e como uma herança (Números
18:21, 24). Porém, de todo dízimo que recebessem eles também deveriam pagar o
dízimo (versículo 26). Entre os levitas Deus escolheu Arão e sua família para
servir como sacerdotes (Êxodo 4:14; Números 3:10). Então, Arão e sua família
mesmo sendo levitas também teriam que pagar o dízimo.
A prática do dízimo foi ordenada somente a Israel?
A intenção de Deus era que Israel fosse um modelo para outras nações
(Deuteronômio 28:1). Em Romanos 2:6-15, o apóstolo Paulo explica que todas as
nações serão julgadas pela mesma lei de Deus.
O Cristianismo da
Bíblia não refuta a lei ou a sua ligação com Israel. Em vez disso, aqueles que
se tornaram parte da Igreja do Novo Testa- mento foram chamados de “o Israel de
Deus” (Gálatas 6:16).
O dízimo incidia apenas sobre os produtos agrícolas?
Em Gênesis 14 Abraão resgata algumas pessoas e recupera seus bens
(versículo 16). Quanto aos despojos, Abraão deu o dízimo “de tudo” (versículo
20; Hebreus 7:2). O dízimo não estava limitado aos produtos agrícolas. Em 2
Crônicas 31:5, lemos que Israel trouxe “muitas primícias de trigo, e de mosto,
e de azeite, e de mel, e de toda a novidade do campo; também os dízimos de tudo
trouxeram em abundância”.
E como a economia
da antiga Israel era predominantemente agrícola, esse versículo identifica
adequadamente tais produtos. Mas devemos observar também que a frase “os
dízimos de tudo” permite entender que havia produtos não agrícolas. Da mesma
forma. Provérbios 3:9 (ACF) nos diz: “Honra ao Senhor com os teus bens e com a
primeira parte de todos os teus ganhos”. Deus quer que O honremos com todo o
acréscimo e não apenas com os acréscimos da agricultura. Seria incoerente
admitir que Deus esperasse que apenas agricultores dessem o dízimo enquanto
dispensasse todos os outros desse mandamento.
Quantos dízimos são citados na Bíblia?
A Bíblia explica
que os dízimos (um décimo, Levítico 27:32) eram destinados a três fins: para
sustentar o ministério levítico (Números 18:21), para prover meios ao povo de
Deus fazer festas para Ele (Deuteronômio 14:22-27) e para ajudar aos pobres
(versículos 28-29).
Embora alguns
tenham assumido que apenas um dízimo deveria ser separado e, em seguida,
dividido individualmente entre estas três categorias como bem entendessem.
Números 18:21
menciona Deus dando aos filhos de Levi todos
os dízimos, ou décimos, do seu acréscimo. Se os levitas deviam receber
apenas parte de um dízimo. Deus não
teria prometido-lhes dez por cento. Evidentemente, Deus não mente (Números
23:19; Tito 1:2). Da mesma forma, Deuteronômio 14:23 fala de uma pessoa usando
um décimo, dez por cento, de seu acréscimo para as festas, e Deuteronômio
14:28-29 fala de dez por cento, a cada três anos, para ser usado para ajudar
aqueles que passam necessidade. Portanto, três dízimos distintos, é a única
maneira de explicar apropriadamente as instruções dadas nessas diferentes
passagens.
Além da Bíblia, há alguma evidência histórica sobre a
existência de mais de um dízimo?
Josefo, um
historiador judeu do primeiro século, que escreveu bastante sobre a história e
costumes judaicos explica em duas ocasiões que havia mais de um dízimo.
Primeiro, ele escreve: “Que seja retirado do vosso fruto um décimo, além das
décimas devidas aos sacerdotes e aos levitas. Este você pode vender no campo,
mas é para ser usado naquelas festas e sacrifícios que devem ser celebrados na
cidade santa: porque é razoável que apreciem os frutos da terra que Deus te deu
para possuires, de modo que possam ser para a honra do doador” (Josefo, Antiquiáaáes Judaicas, livro 4, capítulo
8, seção 8).
Ele
continua: “Além das duas décimas, que já disse que você deve pagar a cada ano,
uma aos levitas e outra para as festas sagradas, você deve trazer cada terceiro ano um terceiro dízimo para ser
distribuído aqueles com necessidades; às mulheres que também sejam viúvas, e às
crianças que são órfãos” Çintiquidades
Judaicas, Livro 4, capítulo 8, seção 22).
Outras
antigas fontes históricas, inclusive a Septuaginta (meados do século II a.C.,
tradução grega do Antigo Testamento) e o Livro dos Jubileus (uma obra
pseudepigráfica de meados do segundo século a.C.), descrevem os múltiplos
dízimos. Os escritores posteriores da igreja como Jerônimo (ca. 347-420,
tradutor principal da versão Vulgata Latina da Bíblia) e Crisóstomo (347-407)
também ensinaram que os israelitas davam múltiplos dízimos.
Que importância o dízimo tem para Deus?
Em Malaquias
3:8 Deus diz: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que
te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas”. Deus diz que aqueles que se
recusam a dar-Lhe o dízimo e as ofertas estão roubando—transgredindo um dos Dez Mandamentos (Êxodo 20:15;
Deuteronômio 5:19).
Os comentários sobre
o dízimo no livro de Malaquias referem-se apenas ao sacerdócio ou também se
referem a todos os outros?
Algumas
instruções de Deus no livro de Malaquias eram dirigidas aos sacerdotes
(Malaquias 1:8) porque eles tinham a responsabilidade de ensinar as pessoas
sobre a lei de Deus (Deuteronômio 33:8-10; Malaquias 2:7). Mas Deus não disse
que somente os sacerdotes são os únicos culpados de desobediência. Em
referência a omissão dos dízimos e ofertas. Deus disse: “toda a nação”, era
culpada desse pecado (Malaquias 3:9).
Embora os dois primeiros capítulos de
Malaquias sejam dirigidos aos pecados de Israel naquela época, os dois últimos
capítulos falam da segunda vinda de Cristo e do lago de fogo. Curiosamente, a
repreensão de Deus a respeito do dízimo é encontrada nesta seção que é
claramente profética. Além disso, as questões abordadas em Malaquias (acerca da
lei de Deus, mestres fiéis, evitar o divórcio e pagar os dízimos) eram
importantes para todos os israelitas no tempo de Malaquias, quando foi escrito,
e continuam sendo questões muito importantes para o povo de Deus.
O dízimo foi abolido sob a Nova
Aliança?
Absolutamente não.
Embora alguns presumam que as leis de Deus foram abolidas pela Nova Aliança,
Jeremias 31:31-33 e Hebreus 8 e 10 confirmam que, sob a Nova Aliança as leis de
Deus seriam escritas nos corações dos crentes—e não revogadas ou anuladas.
Embora a Nova
Aliança incluísse mudanças de um sacerdócio físico ao sacerdócio espiritual de
Jesus Cristo e a substituição dos sacrifícios que apontavam para Ele, esses
ajustes estão todos documentados no Novo Testamento. Hebreus 7 discute a
mudança em relação ao sacerdócio. Jesus Cristo, sacerdote segundo a ordem de
Melquisedeque (o pré-encarnado Jesus Cristo como o sacerdote que recebeu
dízimos de Abraão), substituiu a família de Arão. A implicação óbvia é que,
como Jesus Cristo agora substituiu a família de Arão como Sumo Sacerdote, os
ministros de Jesus Cristo igualmente assumem o papel dos levitas e por isso
devem receber os dízimos para realizar a obra contínua de Deus.
Também é importante
notar que, embora Deus tenha dado temporariamente o dízimo aos levitas para o
Seu serviço, continua sendo santo e, afinal de contas, pertence a Ele (Levítico
27:30). Quando Deus o deu aos levitas e o povo se recusou a pagar-lhes. Deus
disse que as pessoas estavam roubando-O—e não roubando aos levitas (Malaquias
3:8).
Os cristãos, que
estão sob os termos da Nova Aliança, continuam honrando a Deus através de seus
dízimos e ofertas.
O que Jesus disse sobre o dízimo?
Em Mateus 23:23
Jesus criticou severamente as autoridades religiosas do Seu tempo por causa do
seu entendimento espiritual distorcido. Eles eram meticulosos quanto ao dízimo
das pequeninas ervas especiarias, disse Jesus, mas negligenciavam “o mais
importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé”. Eles deveriam ter
enfatizado nestes princípios espirituais mais importantes, e Jesus completou:
“e não omitir aquelas”. Aqui, Cristo confirmou o dízimo como uma prática que
deve ser seguida.
Por que Paulo não menciona o dízimo em
suas cartas?
Considerando que
toda a Escritura foi inspirada por Deus e proveitosa para o ensino (2 Timóteo
3:16-17) e que a única Escritura disponível na época eram os livros que
conhecemos como o Antigo Testamento, Paulo não considerou necessário repetir
tudo sobre as leis de Deus em suas cartas. Suas cartas contêm respostas a
questões específicas e não foram escritas para ser um novo conjunto de leis no
lugar da instrução de Deus encontrada nos livros anteriores da Bíblia.
Por
que Paulo não recebeu os dízimos dos coríntios? Este seria o exemplo do Novo
Testamento para os ministros?
Algumas pessoas em
Corinto estavam entre os detratores mais mordazes do apóstolo Paulo. Em 1
Coríntios 9:1-23, ele defendeu o seu papel ministerial e afirmou que ele e
Barnabé tinham o direito de receber o apoio financeiro do coríntios pelo seu
serviço à Igreja (versículos 13-14). Mesmo tendo esse direito, Paulo explicou
que eles não iriam exercê-lo porque estavam preocupados de que isso poderia
“atrapalhar o evangelho” (versículo 12, BLH). Ele não queria ser acusado de
ganância ou de querer ser sustentado pelos membros dali. Para evitar tais
acusações, ele decidiu não receber o apoio financeiro deles.
Para
se sustentar financeiramente, Paulo trabalhou como fabricante de tendas (Atos
18:1-3). Em 2 Coríntios 11:5-13, Paulo reflete sobre a sua decisão: “Será que
cometi algum pecado ao humilhar-me a fim de elevá-los, pregando-lhes
gratuitamente o evangelho de Deus?
Despojei
outras igrejas, recebendo delas sustento, a fim de servi-los” (versículos 7-8,
NVI). Ele então explica que os irmãos da Macedônia custearam as despesas que
ele não poderia pagar enquanto em Corinto: “Quando estive entre vocês e passei
por alguma necessidade, não fui um peso para ninguém; pois os irmãos, quando
vieram da Macedônia, supriram aquilo de que eu necessitava. Fiz tudo para não
ser pesado a vocês” (versículo 9, NVI).
A decisão de Paulo não receber o apoio financeiro dos coríntios ocorreu
numa situação incomum causada pelas atitudes acusatórias de alguns deles.
Como faço para calcular e pagar meus dízimos?
Os
dízimos são calculados “de toda a novidade de tua semente” [acréscimo]
(Deuteronômio 14:22, 28; 2 Crônicas 31:5). Para determinar o acréscimo é
preciso deduzir os custos do negócio do rendimento bruto. Por exemplo, no caso
de um agricultor, o custo da semente, do fertilizante, dos equipamentos e
outras coisas da fazenda relacionadas com as despesas que devem ser deduzidas
do lucro de uma colheita para determinar o acréscimo.
Depois
de determinarmos o nosso acréscimo [rendimento], devemos dar um décimo a Deus
para apoiar a Sua obra. Caso sejamos assalariados, o melhor é enviar nossos
dízimos e nossas ofertas, (que são as nossas contribuições além dos dez por
cento) assim que recebamos nossos salários. Quanto aos profissionais autônomos,
que passam por grandes flutuações na renda e nos gastos, é possível que não
consigam calcular com precisão o seu acréscimo até chegarem ao fim do seu ano
contábil.
Além de darmos
a Deus um décimo de nosso acréscimo [rendimento]. Deus nos diz para guardar
outros dez por cento para fazer festas para Ele. Nós devemos também separar
fielmente esses fundos para as Suas festas durante todo o ano para que estejam
prontamente disponíveis para nosso uso quando chegar a época dos festivais.
Finalmente, caso seja possível. Deus espera
que ajudemos aos pobres através de um terceiro dízimo guardado nos anos
terceiro e sexto de um ciclo de sete anos (Deuteronômio 14:28-29; 15:1). Hoje,
quase todos os governos cobram impostos em excesso a esse percentual destinado
a ajudar os necessitados. Nestas circunstâncias, a maioria das pessoas está
pagando o terceiro dízimo em forma de impostos.
Enquanto que ainda
mantemos as nossas obrigações cristãs para ajudar aqueles que têm necessidades,
não é necessário contribuir com fundos adicionais para os pobres, além de
nossos impostos sociais, se não temos possibilidades de fazer isso.
Pr Alfredo Benício